Não sou psicólogo, antropólogo, sociólogo, psiquiatra ou qualquer coisa do tipo. Sou apenas um observador. Gosto de observar e, como qualquer pessoa imperfeita, elaboro julgamentos.
Não que esses julgamentos sejam pretensiosos, com a intenção de denegrir ou expor ao ridículo quem quer que seja. São julgamentos naturais que fazemos sem querer (creio eu). Julgo sem atribuir sentença. Apenas formo uma opinião. Nada demais...
Uma coisa que me chama a atenção, e que percebo que vem crescendo muito, é a exposição cada vez mais "atirada" que é feita nos sites de relacionamento. Twitter, orkut e facebook principalmente. Cada dia mais, as pessoas se mostram de forma cada vez mais escancarada. Seria cômico se não fosse trágico.
Nada contra a pessoa se expor, afinal, cada um faz o que quer da sua vida. Como disse, não sou profissional da área pra avaliar com base em critérios científicos esse fenômeno. Sou apenas uma pessoa comum que observa e se julga no direito de emitir opinião.
E na minha opinião, uma pessoa que se expõe demais corre riscos. Não falo de riscos físicos, apesar de eles também existirem, afinal, quem tiver interesse em sequestrar alguém, terá nas redes sociais de algumas pessoas um "prato cheio" de informações suculentas que vão desde onde a pessoa está, com quem, fazendo o quê e até quando.
Me refiro a riscos sociais. Uma pessoa que se expõe demais, acaba por se tornar desinteressante.
Ora, imaginemos que você queira conhecer um certo alguém, e se depara com sua página em uma rede social. Se essa pessoa for por demais "tagarela" sobre si, você saberá facilmente informações importantes sobre ela.
Com isso, de duas uma: ou você se desinteressará, pois verá que aquela pessoa é fútil e sem graça (que é o que penso daquelas que atolam suas páginas com atualizações do tipo: "estou almoçando", "fui no shopping", "na casa da Maria", ou ainda o clássico "fui") ou verá que aquela pessoa é interessante, mas curiosamente deixou de ser um mistério pra você (pois você já sabe muito da vida dela), o que, consequentemente, a tornará menos atrativa.
Temos ainda o risco profissional. Vejo diariamente pessoas de diversas áreas profissionais se vangloriando de seus feitos, contando situações inusitadas, ou ainda (pasmem) fazendo pouco de clientes com situações absurdas.
Todas essas situações acabam por formar nesses profissionais uma caricatura que pode ser (muito) prejudicial, afinal, eu não ia querer me consultar com uma podólogo que no final do dia fosse postar no facebook o quanto o meu pé estava maltratado (ou se vangloriar por ter me atendido). Mesmo sem citar meu nome, eu saberei o que ele pensou sobre mim e o quanto é anti-ético.
Não sei se essa "necessidade" de "se mostrar" vem em decorrência de imaturidade, insegurança ou falta de amor próprio. De uma forma ou de outra, é algo que precisa ser pensado e avaliado.
Não quero pregar aqui que deixemos de postar informações pessoais. Ora, eu sou um que vez por outra comento o que faço, o que fiz e o que vou fazer. Isso é normal (espero).
O que quero, ao menos, é fomentar a reflexão do liame entre a informação curiosa e engraçada e a enxurrada de notícias desnecessárias que lhe transformam no bobo da corte.
Acredite: eu não sou o único que julga o que você posta...
Vamos pensar, então...